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terça-feira, 6 de agosto de 2013

Uma mochila para as férias e uma quase varicela


Um telefonema da creche nunca é bom sinal. Por isso inspirei fundo antes de atender. - O G. está com umas borbulhas. Como outros meninos tiveram recentemente desconfiamos que seja varicela. - Expirei.

Fomos ao médico. Diagnóstico: ainda não podemos ter a certeza de que seja varicela, porque são muito poucas borbulhas. Observem ao longo do dia e voltem à noite se alastrar.

O G. estava feliz da vida, todo bem disposto, e assim ficou o resto do dia. As borbulhas não alastraram... Ficamos em modo stand-by até amanhã.

E entretanto, entre sestas e brincadeiras, ainda consegui roubar um tempo para fazer um mochila para as férias.


Queria que fosse leve e suficientemente flexível para caberem todos os brinquedos da praia. Utilizei o modelo que se costuma ver nos sacos do pão. Tudo costuras a direito e já está.

Como não tem forro fiz bainhas no tecido antes de juntar a parte da frente com a de trás para não ficar feio por dentro.



Para as alças acrescentei umas tiras de tecido de lado, por onde passa o fio que termina num nó.


Já está! 

Adeus varicela, olá férias! Pode ser?









terça-feira, 23 de julho de 2013

Carregada, mas com estilo



O G. já está numa fase em que não é preciso levar a casa atrás quando se sai de casa.

Para mim, o essencial neste momento resume-se a duas fraldas, toalhitas, babete, chucha (para as eventualidades) e copo da água. Se formos a um restaurante acrescento um brinquedo ou um livro.


Ou ponho tudo numa mochila pequena, e ando com a mochila mais a minha mala, ou atiro tudo, mais ou menos contido, para dentro da minha mala.

Como nenhuma das soluções era grande coisa e uma pessoa tem o direito a recuperar a sua dignidade e estilo mesmo depois de ser mãe, decidi fazer uma bolsa que possa rapidamente pôr dentro da minha mala quando é preciso.

Cabe tudo menos o copo da água.


Escolhi um tecido de que gostei. Não me preocupei minimamente que fosse ao gosto de uma criança, já que apesar de ter as coisas deles, é para andar dentro da nossa mala.

Quanto ao modelo, segui estas instruções, e correu muito bem.


Nunca tinha posto um fecho em nada. Andava mesmo a evitar fechos, há anos, porque me parecia uma coisa que só podia dar para o torto.

Afinal não tem nada que saber, e com o truque dos bocadinhos de tecido azul nas pontas do fecho, ficou tudo direitinho.


Apesar de para primeira tentativa não ter corrido mal, acho que vou fazer outra... Esqueci-me que o tecido azul iria retirar espaço útil ao fecho (pormenores...), o que quer dizer que a caixa das toalhitas entra, mas a muito custo.

E acho que vou pôr o fecho ao comprido para o acesso às coisas ser mais fácil.

Mas até lá, a minha faceta de mãe e a minha faceta de mulher estão muito felizes por terem arranjado uma solução que agrada a ambas. 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Ideia para o Dia da Mãe


Dois passarinhos. Um grande, um mais pequenino. É que mesmo depois de crescermos este equilíbrio não é alterado.

Dois tecidos que apetece usar e um neutro para o fundo. Este foi em tempos parte de umas calças muito usadas. O bastidor encontra-se em qualquer retrosaria (até mesmo a do Colombo).

Usei entretela da que cola com o ferro, para evitar que os passarinhos desfiassem depois de cosidos (reparei, vá-se lá saber porquê, que aqui também podia ser cozidos, mas seria outra história, coitadinhos...)

Cosi tudo num bocado de tecido maior do que o bastidor e só o cortei depois de pronto e montado.

Olho para a imagem e parece-me que o passarinho grande está a ensinar qualquer coisa ao pequenino e este ouve, com a cabeça ligeiramente inclinada para cima, para não perder nada! 

Os passarinhos já moram com a minha mãe desde o Natal, por isso não estou a estragar nenhuma surpresa, mas para mim faz todo o sentido relembrá-los agora.



terça-feira, 23 de abril de 2013

Mini Quilt


O problema de fazer um quilt, para uma pessoa com pouca experiência, como eu, é que demora muito tempo. E é fácil ficar desmotivada e deixar o projeto a meio...

Por isso, o que é que uma pessoa com pouca experiência e alguma preguiça, como eu, faz? Adia...

... Até ter uma ideia luminosa! Fazer um quilt, mas em miniatura. A ideia era treinar um bocadinho e ver alguma coisa chegar realmente a ser.


Este foi o resultado. A inspiração para o scrappy chevron veio daqui.


A verdade é que deu para praticar algumas das técnicas e ganhar confiança para projetos maiores.

E a nossa mesinha do hall ganhou uma nova vida!


sábado, 13 de abril de 2013

Bolsa para talheres

Às duas horas da tarde de sábado olhei à minha volta e, surpreendida, apercebi-me de que o G. estava a dormir a sesta, Ele tinha saído para dar uma aula e eu tinha pelo menos duas horas à minha frente inteiramente livres. 

Era a oportunidade ideal para matar saudades da minha máquina da costura.

Precisava de um projeto que fosse rápido. Lembrei-me de fazer uma bolsa para levar os talheres, já que tenho levado o almoço para o trabalho e os talheres que vão embrulhados num guardanapo acabam invariavelmente soltos no fundo do saco.

Vasculhei os meus restos de tecidos para encontrar um que me apetecesse usar.


Depois foi pôr mãos à obra. Costurei dois retângulos iguais - um para fora e outro para o forro - e uma aba (será assim que se diz?) para fechar.


Juntei uns aos outros e já está.


Rápido, mas deu para matar as saudades! Até os talheres ficaram com um ar mais feliz dentro da bolsinha.

Agora só não me apetece nada ir arrumar tudo...



terça-feira, 4 de dezembro de 2012

De repente, chegou o dia...

... em que, pela primeira vez, tive fazer uma coisa para o G. levar para a creche. Vá-se lá saber porquê, parece que é ponto assente que todas as mães nasceram com habilidades manuais ímpares, que são chamadas a demonstrar assim que possível. 
 
Felizmente a solicitação não implicava desenhar, caso contrário a coisa não teria corrido bem...
 
Pediram-me para fazer um enfeite para a árvore de Natal.
 
Já que o G. ainda não consegue colaborar tentei pensar numa forma de ele participar e lembrei-me de fazer qualquer coisa com a forma da mão dele.
 
Depois de umas deambulações pelo Pinterest descobri um Pai Natal que me serviu de inspiração.
 
A parte mais difícil do projeto foi, sem dúvida, conseguir que o G. me deixasse desenhar a mão dele. Esperneou e gritou mas acabou por ceder colaborar.
 
Depois foi só pegar em feltro e tecido nas cores necessárias, montar tudo e cozer à volta.
 
 
Saído da máquina de costura, e já sem o excesso de tecido, o Pai Natal tinha forma mas ainda lhe faltava a personalidade.
 
 
Essa foi acrescentada através do olhar e do sorriso, com a ajuda de uma agulha e linha.
 
 
Está feito!

E já que estava com a mão na massa (no caso, nos enfeites) apeteceu-me recriar uma memória que tenho de quando eu própria era pequena e a escola nos atribuiu como tarefa fazer um pompom para a árvore gigante que todos os anos montavam no corredor. Lembro-me de ter demorado horas a fazer o meu pompom com dois círculos de cartão e quilómetros de lã que tinha de passar pelo buraco central dos círculos.

Felizmente, hoje em dia há umas peças que substituem o cartão e num instante se faz um pompom.



Fiz uns quantos para a nossa árvore, até porque este ano não dá para pôr bolas que se partam...

 
 
...e fiquei feliz!