segunda-feira, 22 de julho de 2013

Pessoas que não têm nada para dizer, mas...



"Depois de tudo o que já foi dito por aqueles que falaram antes de mim, nada mais há a dizer, pelo que serei muito breve nas minhas palavras".

Desconfiem sempre - e muito - de uma introdução como esta.

É coisa para o discurso demorar mais do que todos os outros juntos.

E para esta pessoa só se calar depois de começar três ou quatro longos parágrafos com um: "E para terminar...".

O pior é que, na verdade, estas pessoas não têm realmente mais nada para dizer!

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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Dilemas da vida em sociedade



Preciso de deixar desde já bem claro que eu sou uma pessoa de dois beijinhos, um de cada lado, para equilibrar as coisas. Não sei porquê, porque não é especialmente eficiente, nem revelador de grande intimidade, mas sou e pronto.

Mas nem todas as pessoas são pessoas de dois beijinhos e isso dificulta muito a vida, a uns e a outros, que ficam ou são deixados pendurados no momento de oscular.

Pessoas confiantes dão um ou dois, conforme o estilo, e seguem. Se o outro quiser dois, fica à espera com a cara estendida, porque o cumprimento já lá vai. Se o outro só quiser um, azar, dá dois, que a confiança assim o impõe.

O que fazer quando, no início de um encontro formal, tens de cumprimentar uma data de pessoas com beijinhos?

Suponhamos que dez.

Aí umas três ou quatro já sabes que vão ficar por um beijinho, uma ou duas já decoraste que dão dois. As outras não fazes a mínima ideia.

Irão estender-te a mão? Dar um beijinho e fugir de rompante? Esperar que dês o segundo enquanto, a medo, te preparas para sair após o primeiro?

Como é que se resolve este dilema?

terça-feira, 16 de julho de 2013

Rotinas de ir dormir


O que mais gosto nos blogues são as ideias. Aquele momento em que abro um post e penso: esta ideia é fantástica. Claro que as fotos e as cores também alegram o nosso dia, mas são as ideias que marcam e que podem mudar qualquer coisa em nós. E felizmente, há muitos blogs assim, que me inspiram.

Um dos que está sempre a deslumbrar-me é o Design Mom da Gabrielle, onde hoje li um post que me deixou a pensar.

As rotinas antes de ir para a cama são muito importantes cá em casa. Lavar os dentes, história, óó. Mas à medida que o G. vai crescendo estas rotinas vão evoluindo e foi por isso que o post me prendeu a atenção.

Uma das rotinas de ir para a cama na família da Amy consiste em cada um escolher as três coisas preferidas do dia, pelas quais estão gratos. 

Parece-me uma boa ideia por vários motivos. Obriga-os a acalmar, torna-os mais conscientes do dia e das coisas que vão acontecendo, ajuda-os a valorizar o que têm e é uma forma de partilha e de cumplicidade com quem os está a ouvir.

Eu acrescentaria, talvez, dizerem também uma coisa que acham que não fizeram tão bem e que poderiam melhorar. Assim, também os faz pensar sobre as atitudes que tiveram durante o dia e pode ser o momento ideal para conversar sobre uma birra ou um disparate que tenham feito e que na altura, a quente, não valia a pena debater.

Esta vai já direta para a minha lista mental das coisas a fazer quando chegar o momento. Concordam?


domingo, 14 de julho de 2013

Sorvetes



Os sorvetes ou popsicles, nome que acho bastante mais divertido, andam por todo o lado, na blogosfera e no pinterest.

Claro que não são novidade, mas nunca me tinha lembrado de experimentar. 

Agora que experimentei, desconfio que vão ser moda cá em casa neste Verão... se o sol, entretanto, resolver regressar.


Estes são de morango, mas podem ser feitos com qualquer fruta. E até é uma ótima forma de aproveitar a fruta que está a ficar muito madura.

São saudáveis, porque são praticamente só fruta, e muito refrescantes.

Estes foram feitos assim:

Uma mão cheia de morangos;
Um copo de água;
Sumo de 1/4 de limão;
1/2 colher de sopa de açúcar.

Pus tudo dentro do liquidificador, triturei e despejei para dentro das seis forminhas (estas são do Ikea). Pus dentro do frigorífico e no dia seguinte tínhamos sorvetes para o lanche!


Entre os próximos a experimentar estão os de melancia com hortelã, de limão e de pêssego. Alguém tem mais sugestões?

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Televisão no quarto - Lado B


O impedimento do silêncio


Sempre tive o hábito de ler na cama antes de adormecer. Às vezes não chegava a meia página, é certo, mas era o aconchego necessário antes de fechar os olhos.

Lá em casa havia apenas uma televisão, na sala, e a minha mãe sempre fez questão de banir as televisões dos quartos.

Ele já vinha com a televisão no quarto acoplada quando casamos, e ela lá ficou sem que eu tivesse feito grande esforço para a tirar.

A verdade é que é fácil a pessoa habituar-se. Ver uma série já deitadinhos, um filme quando está frio demais fora dos cobertores.

Mas não gosto. Deixei de ler antes de adormecer. A maior parte dos dias adormeço meia torta a meio de qualquer programa. Preferia ter uns minutos de silêncio antes de dormir, tranquilidade para terminar um dia agitado.

Mas quem é que o convence...?

terça-feira, 9 de julho de 2013

Televisão no quarto - Lado A


A Janela do Mundo


Ponto prévio: enquanto estava a escrever este texto, Ela disse-me que estava cansada e foi para o quarto ver televisão.

Na minha opinião, a existir televisão numa casa, o quarto é o melhor sítio da casa para a ver.

A televisão serve para descontrair, ao fim da noite, a dois, com a partilha de uma série. Serve para descansar, numa tarde de fim-de-semana, enquanto o G. dorme a sesta, na companhia de uma comédia romântica.

E pouco mais...

A não ser quando joga o Benfica. Nesse caso, a televisão também serve para ver o Benfica. E isso pode fazer-se no quarto, na sala, na cozinha ou na casa de banho.

A televisão na cozinha parece-me especialmente nociva da vida em família: se há momento de união, em que se pode partilhar tudo o que se passou durante o dia, é o do jantar.

A televisão na sala pressupõe que ver televisão é um programa de família.

Será? Digam-me!

Quanto a nós, temos três televisões em casa, no nosso quarto, na sala e no escritório. Devemos ver, no máximo, uma média de trinta minutos de televisão por dia, vinte e cinco dos quais no quarto e os outros cinco na sala.

Mas também é verdade que a nova televisão é o ecrã do computador... e nesse passamos, talvez infelizmente, muitas horas do nosso dia.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

A sonhar com teepees



Tenho andado a sonhar com teepees. Um refúgio para brincadeiras. Será demasiado cedo para o G. achar piada?

Agora que comecei a pensar nisto (nem sei de onde veio) acho que não vou conseguir esperar muito mais tempo.

Na minha cabeça já rodopiam possibilidades de cores e tecidos e raciocínios elaborados sobre como construir a estrutura sem utilizar nenhuma ferramenta (cá em casa não confio em ninguém com um berbequim...). 

E já tenho saudades da minha máquina de costura.



Enquanto vou avaliando e sonhando e imaginado o G. a espreitar pela abertura, ficam alguns dos modelos que me chamaram a atenção no pinterest.



Este é mais feminino e romântico. Acho que se tivesse cinco anos me sentiria uma princesa. E gosto da ideia das luzinhas de Natal.



Uma tenda, em vez de um teepee. Também é uma hipótese mas parece-me menos aconchegante.



E para mim pode ser um destes, obrigada!