domingo, 30 de setembro de 2012

Guia de Paris #4 - Pâtisseries

Qual é o fenómeno que faz com que apeteça comer absolutamente tudo o que está exposto numa pâtisserie francesa?



Tudo parece acabadinho de sair do forno da avó da senhora que está a atender!
 
A dificuldade está em escolher...
 
No meu caso não dá para abdicar do croissant. Portanto a coisa resume-se a saber o que comer depois do croissant. Desta vez estava numa de macarrons. Cada dia um sabor diferente. Acho que o vencedor foi o macarron de limão - mas nem perto de destronar o croissant!
 
 
Adoro este vídeo que ilustra bem as maravilhas e os dilemas associados às pâtisseries.

sábado, 29 de setembro de 2012

Guia de Paris #3 - Alugar uma casa

Começámos à procura de hotel mais de um mês antes da viagem mas já não fomos a tempo... Já só havia hotéis caros ou hotéis que nos faziam duvidar seriamente das suas condições de salubridade...

Então decidimos arriscar arrendar uma casa. Há muitos sites de aluguer de curta duração e já tinha visto em vários blogs, por isso decidimos arriscar...

E não é que correu tudo bem?

Procurámos aqui. Contactámos por e-mail vários proprietários de casas que nos agradaram e quase todos responderam rapidamente. Infelizmente já era em cima da hora, pelo que as melhores casas já estavam ocupadas.

Finalmente tudo se conjugou com o Nicolas e reservámos esta casinha.

 
Ficava mesmo no centro do Marais, perto do metro e a uns dez minutos a pé da Notre Dame.
A entrada da rua dava acesso a um pátio interior que por sua vez servia de entrada a vários prédios. O pátio interior parecia tirado de um filme, com hera a cobrir as paredes e pedra cinzenta a forrar o chão.
 
A nossa casinha era um estúdio no último andar de um dos prédios com um vista espantosa sobre os telhados de Paris.
 
 
Estávamos cheios de medo de chegar lá (ainda por cima chegámos quase à meia noite) e que ninguém nos viesse abrir a porta. Já tínhamos feito um filme completo: ficámos sem o dinheiro (porque já tínhamos pago pelo PayPal) e ainda temos de dormir na rua porque vai ser impossível arranjar um hotel àquela hora.

Mas não...

Ligámos quando chegámos e passados poucos minutos apareceu a mãe da dona da casa para nos abrir a porta. E era tão francesa que estava a comer uma baguete antes de nós chegarmos (!) e pediu muito desculpa por ainda não ter limpado as migalhas.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Guia de Paris #2 - Bicicleta do Marais à Torre Eiffel


 
Depois de uma experiência menos bem sucedida à porta de "casa", por falta de bicicletas e problemas técnicos, e já com o assunto do croissant arrumado, e bem arrumado, voltamos a tentar pegar em duas bicicletas e passear por Paris.
 
Missão cumprida: duas bicicletas destrancadas e a funcionar! Viva o Vélib!
 
Partimos do Hôtel de Ville, à porta do Marais, e só paramos no Pont de l'Alma, já com a Torre Eiffel à vista.
 
 
 
Uma aventura. O trânsito em Paris é intenso e aquela estrada, com a Sena sempre a nosso lado, está em obras, passando de três para duas vias em algumas partes do trajeto, obrigando a uma incursão no passeio e à utilização das passadeiras para os peões.
 
(A rotunda do Arco de Triunfo, de carro, não é uma aventura menor, diga-se!)
 
Uma experiência a repetir, sem dúvida, pela intensidade com que se vive a cidade.

Guia de Paris #1 - Joana Vasconcelos em Versailles

Este fim-de-semana deixámos o G muito bem disposto com os avós e fugimos até Paris. É uma cidade que eu adoro porque dá vontade de passear. Tudo é plano, a arquitectura coerente e linda, as pessoas vestidas com estilo (cada um com o seu, é certo... e alguns um tanto ou quanto duvidosos, mas, sem dúvida, criativos), comidinha boa e uma vida cultural animada.
 
Uma das coisas a não perder era a exposição da Joana Vasconcelos, em Versailles.
 
Já conhecia o Palácio e já tinha visto algumas das peças da Joana Vasconcelos ao vivo, mas as duas coisas juntas tornam-se improvavelmente espantosas.
 
Acho que tem a ver com o inesperado, com a junção de duas realidades quase opostas. O estilo sumptuoso, majestoso, conservador (e dourado!) do espaço com a modernidade das peças. Para além disso, as peças expostas, pela sua dimensão, enchem os espaços e tornam-nos mais apelativos do que as meras salas vazias.
 
A primeira peça que vimos foi o coração independente preto, nada mau para começar, mas logo a seguir o vermelho que para mim funcionava ainda melhor pelo contraste do vermelho com o dourado da sala.

 

Umm... note-se só que as fotos não fazem mínima justiça...
 
 
 
Não faltavam os sapatos da Marilyn e uma peça: O que é isto??!
 
 
Fiquei maravilhada com a expressão atenta dos Guardas.
 
 
E com o Vitral.
 
 
Achei as Valquírias assim-assim; os materiais usados eram bonitos mas depois ficava demasiado confuso, formas e texturas e padrões a mais.
E o Lilicóptero era estranho mas imponente. Feminino e boémio.
 
E depois vieram os jardins. Espectaculares só por si (apesar da chuvinha que nos fez companhia) e magníficos com os Blue Champagne.
 
 
 
Valeu muito a pena e é, sem dúvida, um caso em que ambas as partes ganham - o espaço fica valorizado e as peças ganham outra dimensão pela envolvência.
 
A única coisa que me deixa triste é que seja em França e não em Portugal. Os portugueses não o saberiam valorizar? Não há condições, nem apoios suficientes? É melhor para o currículo da artista que seja no estrangeiro? Provavelmente todas elas.
 
 


terça-feira, 25 de setembro de 2012

Como ler o jornal - Lado B



Ler o jornal ao sábado de manhã significa, ao mesmo tempo, fazer uma pausa e exercitar a reflexão sobre o Mundo em que vivemos.
 
As duas componentes são mais agradáveis e interessantes se for possível partilhar a notícia, a crónica ou o artigo de opinião com quem está ao nosso lado.
 
Partilhar é sentir que aquele momento é passado e vivido a dois!
 
Partilhar é criar um conjunto de referências comuns para o futuro!
 
Partilhar é mostrar ao outro aquilo que nos tocou de alguma forma!
 
E comentar o que se lê num jornal é, para mim, um momento de partilha, porque a seleção do que se conta é intimidade e vontade de fazer o outro sentir o mesmo que nós.

Ah! E vou continuar a partilhar...

Vai ser assim:
Eu: Viste o atentado de ontem na República das Bananas, que causou uma data de mortos?
Ela: ...
Eu: Impressionante!
Ela: ...
Eu: Eh pá, isto foi mesmo violento!
Ela: Pois. Muito interessante.

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Como ler o jornal - Lado A

Toda a gente sabe que o jornal se lê sossegadinho, num momento relaxante, em que a mente se perde nas novidades ou opiniões contidas naquelas páginas, pensava eu.
 
Mas afinal não é assim...!
 
Parece que há os que deslizam para um mundo paralelo e os que palram partilham.
 
Muitas vezes compramos o Expresso - Ele lê o jornal, eu prefiro a revista. Eu abstraio-me, Ele partilha.
 
O resultado é normalmente:
Ele: Blablablablabla.
Eu: Pois. Interessante. (não ouvi absolutamente nada)
 
Ou:
Ele: Então tinhas visto não sei o quê no Expresso e não me disseste?
Eu: Ups.
 
O pior é mesmo quando o cenário é:
Eu: Então tinhas visto não sei o quê no Expresso e não me disseste?
Ele: Eu disse-te!
Eu: Ups.
 
Foto tirada em Taizé (é mais ou menos assim o meu mundo paralelo... nada mau!)

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Escrevinhar #3 - À volta de uma cor - Lado B

Há uns tempos participámos num workshop de escrita criativa. Os textos dos Lados A e B surgiram do mesmo estímulo. A mesma realidade, duas perspetivas...

O céu é azul e está fresco. Quando é assim o dia começa bem.

O Turquesa espreguiça-se e sacode a crina. Vive num sítio onde o azul se encontra com o verde, lá em cima no topo da montanha, e é feliz. Mas desde há algum tempo uma dúvida o assalta, constantemente, como um pingo de água a bater numa pedra.

O que acontecerá para lá das montanhas?

Anseia por encontrar algo mais mas tem medo de deixar o vale que conhece.

Olha para o horizonte e parece-lhe ouvir alguém a chamar. Parte e sente-se liberto.

Parte à procura do cavaleiro que o faça sentir finalmente completo, a dois.
 
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