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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Os esgotos de Paris




Ao passar os olhos pela pasta das fotos no computador relembrei os esgotos de Paris e pensei que não chegamos a contar nada sobre isso aqui. Vale a pena porque cai fora das coisas normais a fazer em Paris.

Quando estivemos em Paris da última vez fomos visitar o museu dos esgotos, mesmo junto ao Sena, quase a chegar à Torre Eiffel.

Não é um museu típico. Não há coisas expostas para ver. Trata-se de entrar dentro de uma parte desativada da rede de esgotos e perceber e sentir o que é e como funcionava.

E para mim foi fascinante, porque acho que nunca até aí tinha dedicado um único pensamento ao assunto dos esgotos. Sei que estão lá (por todo o lado), não posso viver sem eles, mas não fazia a mínima ideia sobre como funcionam.

Lá em baixo cheira mal e se tiverem claustrofobia é capaz de não ser boa ideia, mas vale a pena. São túneis que se cruzam e canais de água, largos como pequenos rios, e tubagens por todo o lado.

Em Paris há milhares de quilómetros de túneis por baixo do chão e milhares de egoutiers (esgoteiros? Ha, não sei como se chama em português a profissão de quem trabalha nos esgotos. Tem nome?)

É uma profissão muito desgastante e perigosa por causa dos gases e do risco de inundação inesperada dos canais. Claro que hoje em dia é tudo mais moderno mas a única forma que antigamente havia de avisar os egoutiers de que estava a chover muito e de que tinham de sair porque o nível da água nos túneis iria subir rapidamente era batendo vigorosamente nos tubos de metal para fazer propagar o som de alerta.

Ficamos aliviados quando saímos e pudemos respirar o ar fresco mas não especialmente enjoados, o que se pode comprovar pelo que almoçámos a seguir...!


sexta-feira, 26 de abril de 2013

d'aquém e d'além mar #5




Despedida do outro lado do Mundo

(Tabatinga, Amazónia, 2006)


Num belo fim de tarde em Tabatinga, a palavra saudade adquire um sentido sem paralelo. O barco está prestes a partir em direção a Manaus, a cidade aproxima-se para se despedir, a música ecoa não se sabe de onde, implorando com melancolia que não parta.

O barco acaba mesmo por partir, não se comovendo com a tristeza e o choro de uma jovem que representa duas ou mais vidas e perante o constrangimento do Sol que, certamente desolado, se esconde no intenso Amazonas, deixando uma escuridão imensa no espírito de quem parte e de quem fica.

terça-feira, 5 de março de 2013

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Guia de Paris #7 - Teatro


J'aime beaucoup que ce vous faites, uma peça de teatro muito divertida a que tivemos oportunidade de assistir no Palais des Glaces.

É a história de um casal que vive fora da cidade e recebe a visita de uns amigos parisienses. No caminho, na sequência de um telefonema feito por engano, os espectadores tornam-se cúmplices dos anfitriões, ficando-se a saber o que é que os seus amigos pensam deles.

Um quiproquó, tal como nos disse o rapaz do turismo que nos recomendou este espectáculo, com algumas dúvidas sobre a nossa capacidade para perceber as piadas!

Chegámos ao edifício meia hora antes do início da peça e já se formara uma fila, lá fora, num dia de chuva, com as pessoas à espera da abertura das portas. Os lugares eram marcados, mas não quisemos ser diferentes. A fila foi aumentando e os amigos aproveitavam para pôr a conversa em dia.

Porque não? Uma boa forma de socialização. Se as pessoas estão à conversa, de pé e na rua, no Bairro Alto, porque não estar à conversa, de pé e na rua, antes de ir ao teatro?

E agora, sempre que fazemos um brinde, dizemos:
- "Chin"
- "Japon"

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Guia de Paris #6 - Televisão francesa




Um guia de uma cidade não inclui normalmente qualquer referência à televisão desse país. É pena!
Eu gosto, sempre que posso, de passar os olhos pelos programas que estão a dar. Não há melhor forma de sentir um país ou uma cidade. Dir-me-ão que para isso não é necessário fazer dois mil quilómetros, bastando sintonizar esses mesmos canais em Portugal. É parcialmente verdade, mas: porque não? Por um lado, nem todos os canais estão disponíveis. Por outro lado, a televisão está ali à mão e pode ser uma ótima oportunidade para relaxar e sentir o país em simultâneo.
Ao contrário das nossas belas e outros programas inenarráveis de entretenimento de sábado à tarde nos canais generalistas, a dificuldade neste caso foi escolher o canal.
Fixei-me por momentos num programa de humor (essencialmente político) muito divertido, estando a passar todos os programas da semana. Para além das rábulas relativas à excessiva normalidade de François Hollande, ficou na memória um sketch a caricaturar a aborrecida vida de Sarkosy com Carla Bruni depois de sair do Eliseu.
Noutro canal, pouco depois, deparei-me com uma reportagem sobre a humorista Florence Foresti, que está a ter um enorme sucesso em França. Esteve ao longo do último ano a preparar intensamente, com treinos de dança e de voz, um espetáculo que encheu Bercy durante várias noites. Uma reportagem bem feita é a chave para prender o espectador.
Um concurso entretido e dinâmico, em que se premeia os conhecimentos e não a sorte, também nos prendeu a atenção durante uns minutos.
De resto, notícias breves, mas com conteúdo, certamente diferentes daquelas que estão a ser repetidas hora a hora nos canais de notícias por onde não passei...
Ao fim da noite, ainda tive a oportunidade de assistir a uma fantástica reportagem sobre trabalhos (e trabalhadores) de verão em França. Diferentes tarefas, diferentes perspetivas, uma grande reportagem...

Guia de Paris #5 - Piquenique

Da última vez que tínhamos estado em Paris fiquei espantada com a quantidade de pessoas que se via a fazer piqueniques.
 
Grupos grandes ou apenas um casal, em jardins ou sentados no cimento à beira do Sena. Copos de vinho e uma garrafa, uma baguete, queijo e era tudo... Com um aspeto simples e casual.
 
Claro que fiquei cheia de inveja e desta vez insisti que tínhamos de fazer um piquenique também! Ele não é lá muito dado a eventos do género - diz que lhe fazem lembrar tachos de feijoada e churrascos no meio da mata, com metade da casa atrás - mas estava mais ou menos convencido.
 
O problema foi que no dia em que nos íamos recostar na margem do Sena a bebericar vinho tinha estado a chover e o chão estava molhado...
 
Tivemos de arranjar um alternativa. O mesmo menu mas sentadinhos em cadeiras numa esplanada. Segundo Ele, todos os prós sem nenhum dos contras.
 
 
Claro que foi óptimo! (e o queijo era absolutamente delicioso...) Mas não é a mesma coisa!

domingo, 30 de setembro de 2012

Guia de Paris #4 - Pâtisseries

Qual é o fenómeno que faz com que apeteça comer absolutamente tudo o que está exposto numa pâtisserie francesa?



Tudo parece acabadinho de sair do forno da avó da senhora que está a atender!
 
A dificuldade está em escolher...
 
No meu caso não dá para abdicar do croissant. Portanto a coisa resume-se a saber o que comer depois do croissant. Desta vez estava numa de macarrons. Cada dia um sabor diferente. Acho que o vencedor foi o macarron de limão - mas nem perto de destronar o croissant!
 
 
Adoro este vídeo que ilustra bem as maravilhas e os dilemas associados às pâtisseries.

sábado, 29 de setembro de 2012

Guia de Paris #3 - Alugar uma casa

Começámos à procura de hotel mais de um mês antes da viagem mas já não fomos a tempo... Já só havia hotéis caros ou hotéis que nos faziam duvidar seriamente das suas condições de salubridade...

Então decidimos arriscar arrendar uma casa. Há muitos sites de aluguer de curta duração e já tinha visto em vários blogs, por isso decidimos arriscar...

E não é que correu tudo bem?

Procurámos aqui. Contactámos por e-mail vários proprietários de casas que nos agradaram e quase todos responderam rapidamente. Infelizmente já era em cima da hora, pelo que as melhores casas já estavam ocupadas.

Finalmente tudo se conjugou com o Nicolas e reservámos esta casinha.

 
Ficava mesmo no centro do Marais, perto do metro e a uns dez minutos a pé da Notre Dame.
A entrada da rua dava acesso a um pátio interior que por sua vez servia de entrada a vários prédios. O pátio interior parecia tirado de um filme, com hera a cobrir as paredes e pedra cinzenta a forrar o chão.
 
A nossa casinha era um estúdio no último andar de um dos prédios com um vista espantosa sobre os telhados de Paris.
 
 
Estávamos cheios de medo de chegar lá (ainda por cima chegámos quase à meia noite) e que ninguém nos viesse abrir a porta. Já tínhamos feito um filme completo: ficámos sem o dinheiro (porque já tínhamos pago pelo PayPal) e ainda temos de dormir na rua porque vai ser impossível arranjar um hotel àquela hora.

Mas não...

Ligámos quando chegámos e passados poucos minutos apareceu a mãe da dona da casa para nos abrir a porta. E era tão francesa que estava a comer uma baguete antes de nós chegarmos (!) e pediu muito desculpa por ainda não ter limpado as migalhas.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Guia de Paris #2 - Bicicleta do Marais à Torre Eiffel


 
Depois de uma experiência menos bem sucedida à porta de "casa", por falta de bicicletas e problemas técnicos, e já com o assunto do croissant arrumado, e bem arrumado, voltamos a tentar pegar em duas bicicletas e passear por Paris.
 
Missão cumprida: duas bicicletas destrancadas e a funcionar! Viva o Vélib!
 
Partimos do Hôtel de Ville, à porta do Marais, e só paramos no Pont de l'Alma, já com a Torre Eiffel à vista.
 
 
 
Uma aventura. O trânsito em Paris é intenso e aquela estrada, com a Sena sempre a nosso lado, está em obras, passando de três para duas vias em algumas partes do trajeto, obrigando a uma incursão no passeio e à utilização das passadeiras para os peões.
 
(A rotunda do Arco de Triunfo, de carro, não é uma aventura menor, diga-se!)
 
Uma experiência a repetir, sem dúvida, pela intensidade com que se vive a cidade.

Guia de Paris #1 - Joana Vasconcelos em Versailles

Este fim-de-semana deixámos o G muito bem disposto com os avós e fugimos até Paris. É uma cidade que eu adoro porque dá vontade de passear. Tudo é plano, a arquitectura coerente e linda, as pessoas vestidas com estilo (cada um com o seu, é certo... e alguns um tanto ou quanto duvidosos, mas, sem dúvida, criativos), comidinha boa e uma vida cultural animada.
 
Uma das coisas a não perder era a exposição da Joana Vasconcelos, em Versailles.
 
Já conhecia o Palácio e já tinha visto algumas das peças da Joana Vasconcelos ao vivo, mas as duas coisas juntas tornam-se improvavelmente espantosas.
 
Acho que tem a ver com o inesperado, com a junção de duas realidades quase opostas. O estilo sumptuoso, majestoso, conservador (e dourado!) do espaço com a modernidade das peças. Para além disso, as peças expostas, pela sua dimensão, enchem os espaços e tornam-nos mais apelativos do que as meras salas vazias.
 
A primeira peça que vimos foi o coração independente preto, nada mau para começar, mas logo a seguir o vermelho que para mim funcionava ainda melhor pelo contraste do vermelho com o dourado da sala.

 

Umm... note-se só que as fotos não fazem mínima justiça...
 
 
 
Não faltavam os sapatos da Marilyn e uma peça: O que é isto??!
 
 
Fiquei maravilhada com a expressão atenta dos Guardas.
 
 
E com o Vitral.
 
 
Achei as Valquírias assim-assim; os materiais usados eram bonitos mas depois ficava demasiado confuso, formas e texturas e padrões a mais.
E o Lilicóptero era estranho mas imponente. Feminino e boémio.
 
E depois vieram os jardins. Espectaculares só por si (apesar da chuvinha que nos fez companhia) e magníficos com os Blue Champagne.
 
 
 
Valeu muito a pena e é, sem dúvida, um caso em que ambas as partes ganham - o espaço fica valorizado e as peças ganham outra dimensão pela envolvência.
 
A única coisa que me deixa triste é que seja em França e não em Portugal. Os portugueses não o saberiam valorizar? Não há condições, nem apoios suficientes? É melhor para o currículo da artista que seja no estrangeiro? Provavelmente todas elas.